Another Europe is possible

Presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, interroga-se sobre a qualidade democrática do FMI, do

10/01/2013

No âmbito da audição que hoje, 10 de Janeiro, decorreu na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu, a deputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias confrontou Jean-Claude Juncker, com o relatório ontem do FMI sobre Portugal, ontem divulgado, no qual são avançadas "medidas avassaladoras para o estado social, que significam despedimentos em massa, mais cortes nos salários, mais cortes nas pensões, mais cortes na saúde e educação". "Os países que estão sob planos de resgate e com programas de ajustamento, vêem-se com um conjunto de medidas como estas, que depois se tornam decisões finais, e que são apresentadas por entidades, como é o caso do FMI, que não têm controlo democrático" - afirmou Marisa Matias, e prosseguiu questionando Juncker: "como é que vê, o estarmos a assistir à destruição do estado social na Europa, através da indicação de instituições sem controlo democrático? Foi para isto que construímos o projecto europeu? Quem é que responde por isto?"

 

O presidente do Eurogrupo reconheceu que também ele se "interroga sobre a qualidade democrática de instituições que nos aconselham, sugerem, medidas, como é o caso do FMI, mas também do BCE ou da própria Comissão, e da OCDE. Contudo, também admite que "as decisões são tomadas pelo Eurogrupo", que nunca entra "nos pormenores das medidas que os países da Zona Euro, os Estados sob o programa, têm que tomar", sublinhando que: "este método não era o melhor."

Das suas declarações podemos ainda destacar que caso o método adoptado tivesse sido diferente, poderiam ter sido evitadas medidas que "atingem sobretudo os mais desfavorecidos e poupam bastante aqueles que, enfim, têm uma situação mais favorável do ponto de vista material".

Jean-Claude Juncker condenou ainda os países que são receptores de capitais de milionários cidadãos dos países sob resgate, e que não colaboram com as autoridades destes para pôr fim a estas atitudes, afirmando que: "não é possível que uns países beneficiem com as medidas de austeridade aplicadas a outros países".

 

Em suma, na sua última aparição perante os deputados do Parlamento Europeu, na qualidade de Presidente do Eurogrupo, Juncker afirmou que, para além das instituições da Troika não serem democráticas, as decisões finais sobre as medidas adoptadas são dos governos.

 

.............................

ASSESSORIA DE IMPRENSA

 

Cláudia Oliveira

Bloco de Esquerda ::: Parlamento Europeu

BXL +32 2 28 31543 ▪ STR +33 3 881 77 669

TLMVL +32 493 63 53 35

claudia.oliveira@europarl.europa.eu

 

www.beinternacional.eu

https://www.facebook.com/BEinternacional.EU

 

■ Marisa Matias _ Coordenação da Delegação do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu ▪ Comissão de Indústria, Investigação e da Energia ▪ Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários ▪ Delegações para as relações com os Países do Maxereque, Conselho Legislativo da Palestina, África do Sul ▪ Vice-Presidente Intergrupo Água ▪ Intergrupo Serviços Públicos ▪ Intergrupo Saúde ▪ Intergrupo LGBT ▪ Vice-Presidente European Working Group on Diabetes ▪ Forum Action Against Cancer ■ Alda Sousa_ Comissão dos Orçamentos ▪ Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar ▪ Delegações para as relações com os Países do Magrebe e a União do Magrebe Árabe, Iraque, Países do Maxereque, Irão

Contact Form

×